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  • Exportação de carne bovina in natura em julho é a 2ª maior da história

  • Data: 04/08/2020
  • Fonte: Portal DBO
  • Exportação de carne bovina in natura em julho é a 2ª maior da história
  • Embarques alcançaram 169,24 mil toneladas no mês passado, um recorde para o mês de julho e só abaixo do volume registrado em outubro de 2019, de 170,55 mil toneladas

    As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram 169,24 mil toneladas no mês passado, um recorde para o mês de julho e segundo maior volume da história, ficando abaixo apenas do registrado em outubro de 2019 (de 170,55 mil toneladas), informa o economista Yago Travagini, consultor pela Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

    A quantidade registrada em julho de 2020 representou elevação de 11% sobre o volume obtido no mês anterior, de 152,47 mil toneladas, e aumento de 27% em relação ao verificado em julho de 2019, de 133,19 mil toneladas.

    A receita obtida com as vendas de bovina in natura atingiu US$ 690,74 milhões, avanço de 30% no comparativo anual (US$ 442,11 milhões) e acréscimo de 5,4% sobre o faturamento em junho de 2020 (US$ 655,47 milhões).

    Segundo Travagini, um ponto negativo registrado em julho último foi o decréscimo no valor médio da carne bovina in natura exportada, que atingiu US$ 4,08 mil por tonelada, o menor preço dos últimos doze meses, com uma queda de 17% frente o maior preço registrado em 2020 – em janeiro/20, quando a carne bovina foi negociada por US$ 4,90 mil/tonelada.

    O consultor da Agrifatto aponta dois fatores para explicar o recuo no valor médio do produto brasileiro. O primeiro deles foi a decisão da China em renegociar preços pagos pela proteína brasileira. “Se consolidando como maiores compradores e fazendo compras constantes, eles (os importadores chineses) encontram mais margem para renegociar”, justifica.

    Além disso, continua Travagini, as indústrias frigoríficas do País conseguem vender mais barato em dólar e recebem o mesmo valor em reais, “já que a moeda norte-americana valorizou mais de 35% frente ao real nos últimos 12 meses”.


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